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A ti .... para sempre nos nossos corações

Domingo, 23.11.08

Hoje faz 2 anos que desapareceste tão precocemente das nossas vidas, mas estarás sempre nos nossos corações.

A boa amizade é aquela que perdura mesmo quando um de nós já não está no mundo dos vivos; a boa amizade é sempre e tu és AMIGO.

 

Onde quer que estejas olha e cuida de nós!

Foste um anjo entre nós, unindo-nos nas nossas diferenças e serás sempre esse anjo da guarda que nos acompanhará em toda a nossa vida.

 

Acredito que estas palavras chegarão onde estás, pois a minha amizade e admiração por ti não morre e é vivida intensamente.

 

Estás sempre comigo ... sinto!

 

 

 

 

 

Jota!

Obrigado por teres partilhares a tua vida comigo.

Obrigado pela tua amizade pura e sincera.

Obrigado pelo teu ombro amigo.

 

Adoro-te, meu grande amigo

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Parabéns ao melhor pai do mundo

Quarta-feira, 19.11.08

Sempre fui filhinha do papá e tenho muito orgulho em sê-lo.

Mimava quando era preciso, brigava quando tinha de ser, mas sempre me amou como um pai deve amar um filho.

Tenho muito orgulhoso nele e em toda a sua vida e é com um sorriso bem grande que lhe desejo um FELIZ ANIVERSÁRIO.

 

Já é o 3.º aniversário do meu pai que passo longe de casa e é muito triste para mim não poder dar o meu beijo de parabéns, mas ele sabe que a filhota nunca se esquece dele e que o ama muito.

 

 

PARABÉNS, PAI!

ADORO-TE!!!!!

 

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35€ muito bem gastos

Sexta-feira, 14.11.08

 

Para juntar aos mais de 50 livros que tenho em casa por ler, hoje fui perder-me na "mini" Feira do Livro que se encontra junto à estação de comboios Roma/Areeiro.

 

Pela módica quantia de 35.00€ comprei as seguintes obras:

 

A Viagem de Mozart a Praga,  Eduard Morike

 

Os Grandes Iniciados - Esboço da História Secreta das Religiões, Edouard Schuré

 

The Great Gatsby, F. Scott Fitzgerald

 

Madame Bovary, Gustave Flaubert

 

A Premonição e o nosso destino, Jean Prieur

 

O Clube de Moscovo, Joseph Finder

 

O Pensamento Vitoriano - Uma Antologia de Textos, autores vários

 

 

E qual a explicação que tenho por ter comprado mais 7 livros tendo muitos mais por ler?

É simples.

 

De algum tempo para cá que estou a comprar as obras que utilizei/estudei quando andava na Universidade dos Açores.

Como não tinha condições financeiras favoráveis para comprar todos os romances e livros técnicos que tinha de estudar, limitando-me aos exemplares existentes na biblioteca ou a fotocópias com encardenações muito económicas, agora compro-os a preços ditos simbólicos e enriqueço a minha biblioteca particular.

Até pode ser que nunca os abra, mas sei que os tenho e sempre que necessitar de algum artigo ou algum fundamento, sei onde posso ir buscar.

 

Da lista acima, O Pensamento Vitoriano foi muito utilizado por mim na cadeira (ou melhor, cadeirão) de Cultura Inglesa; The Great Gatsby foi lido na horizontal em Literatura Norte Americana; A Premonição e o nosso destino, foi-me apresentado por uma colega da Universidade e é um tema que me apaixona; Os Grandes Iniciados - Esboço da História Secreta das Religiões, foi comprado por puro gosto pessoal sobre o tema; Madame Bovary, pelo gosto dos clássicos; A Viagem de Mozart a Praga e O Clube de Moscovo porque sim ...

 

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Sinto que estou cansada quando:

Quinta-feira, 13.11.08

1. Tenho em lista de espera mais de 50 livros por ler e não consigo que nenhum me chame para viver a sua história;

2. Tenho de acordar às 08:00 e estar fresca e fofa a trabalhar às 09:30 e quando acordo e olho para o despertador são 09:00 e não consigo chegar em meia hora;

3. Tenho 1 hora e meia de almoço e só me apetece estar sentada num banco de jardim, a olhar para ontem e com vontade de dormir;

4. Tenho tanta coisa na cabeça para escrever e só me sai asneiras;

5. Acordo na 2.ª feira com a sensação que já é 6.ª

 

 

Estou mesmo a precisar de umas férias.

Até eu não consigo estar comigo mesma. Ando insuportável

 

 

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por Paula Patricio às 21:53

"O hábito faz o leitor" - Filipe Nunes Vicente

Terça-feira, 11.11.08

 

"Se ler é um hábito - partamos desse pressuposto -, então obedece à filogenia dos hábitos. Como o hábito de lavar os dentes (..) tem de ser incutido, ou seja, o adulto deve obrigar a criança a ler. Não consta que isto seja um crime sob a alçada do Tribunal Penal Internacional, pese o horror que as palavras 'adulto'/'obrigar'/criança', qualquer que seja o arranjo, causa nos espíritos sensíveis. (...)

 

Depois, duas coisas podem acontecer: ou a criança continua a destestar ler, ou a criança adquire o hábito de ler. (...) Uma vez instalado o hábito, a criança deve poder escolher o que quer ler. Tudo serve: revistas, jornais desportivos (...) A pouco e pouco a criança ganha o hábito de ler como ganha o hábito de escrever, de ir à escola, de praticar este ou aquele desporto. A hora  de ir dormir, sempre tão odiada, pdoe ser suavizada com uns minutos extra de leitura: mais uns pontos a favor do hábito. Outra hora, esta morta, a de ir à casa de banho, também ganha com hábitos de leitura. (...)

 

Pela vida fora o sujeito lerá o que lhe apetecer. Poderá querer folhear apenas jornais ou revistas de automóveis, poderá gostar unicamente de biografias. Ler é um acto de liberdade, posso responder por isso: em adolescenete escolhi ler o que não me mandavam nem me aconselhavam, mas ninguém vigiava o que eu lia. Um miúdo ganha o bom hábito (e nefasto para os prepotentes, de chumbo ou ideológicos) de respirar através das páginas. Ganha o hábito da liberdade. (...)

 

É bom dizer, no entanto, que esta crónica não pretende ser uma receita para formar Joyces ou Steiners. Tudo o que podemos fazer é incutir o hábito. O resto é com a Fortuna.

 

Resta dizer que se os pais não tiverem hábitos de leitura, ou não existirem livros em casa, nada disso funciona. Nesse caso ganham os computadores, a televisão e os jogos de consola (ou a rua e a solidão). São hábitos, senhor, são hábitos."

 

 

in, Revista Ler, Novembro 2008

"Faca de Seda", Filipe Nunes Vicente

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Tarde em Lisboa

Sábado, 08.11.08

 

 

No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo

 

 

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

 

 

No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar

 

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

 

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Estou em destaque

Sexta-feira, 07.11.08

 

 

E não é que o meu "Som das Letras" está em destaque nos blogs do sapo?

Oh pá, estou taão contente e tão orgulhosa de mim mesma

 

 

 

 

 

 

Muito obrigado à equipa do Sapo

 

 

 

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Porto Sentido (I)

Quinta-feira, 06.11.08

 

 

 

 

 
Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar
 
Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.
 
Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.
 
E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria
 
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
 
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa

 

 

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Citação do dia (I)

Quarta-feira, 05.11.08

"To those Americans whose support I have yet to earn, I may not have won your vote, but I hear your voices, I need your help and I will be your president, too."

 

in, www.time.com

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por Paula Patricio às 22:50

Yes, we can

Quarta-feira, 05.11.08

"Se ainda há alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que duvida no no poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta (...) Há muito que se anuncia, mas hoje, por causa do que fizemos esta noite, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança está a chegar à América.

(...)

Esta eleição contou com muitas histórias que se irão contar durante várias gerações. Mas aquela que eu hoje trago comigo é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões que aguardavam vez para que a sua voz fosse ouvida nesta eleição, à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.

(...)

Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura; numa altura em que não havia carros nas estradas, nem aviões no céu; em que alguém como ela não podia votar por duas razões - porque ela era mulher e por causa da cor da sua pele.

(...)
E hoje, penso em tudo aquilo que lea viu ao longo do seu século de idade na América - as dores de cabeça e a esperança; a luta e o progresso; os tempos em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que empurraram o credo adiante: YES, WE CAN.

(...)

Quando havia desespero (...) e a depressão em todo o país, ela viu uma nação conquistada pelo medo, com um New Deal, novos trabalhos, uma nova sensação de objectivo comum. YES, WE CAN.

(...)

Quando as bombas caíam no porto [Pear Arbor] e a tirania ameaçou o mundo, ela era testemunha de uma geração que emergia à grandeza e de uma democracia era salva. YES, WE CAN.

(...)

Ela esteve lá para os autocarros de Montgomery, para as mangueiras em Birmingham, a ponte em Selma, e para um pregador de Atlanta que disse às pessoas que elas conseguiriam triunfar. YES, WE CAN.

(...)

Um homem tocou na lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação. YES, WE CAN.

(...)

E este ano, nesta eleição, ela tocou com o dedo no ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos de América, ao longo das melhores horas e das horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar. YES, WE CAN.

(...)

América, fizémos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há tanta coisa a fazer. Por isso, esta noite, vamos perguntar a nós próprios - se as nossas crianças viveram para ver o próximo século; se as minhas filhas tiverem a sorte de viverem tanto como a Ann Nixon Cooper, que mudança é que vão ver? Que progresso teremos nós feito?

(..)
Esta é a nossa oportunidade de responder a essa pergunta. Este é o nosso momento. Este é o nosso tempo.

 

YES, WE CAN

 

 

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